segunda-feira, 1 de março de 2010

A escritora Sandra Maria Ferreira na Biblioteca


SEMANA DA LEITURA

Escola Secundária Padre Benjamim Salgado – Joane.
(02 Março 2010 – Biblioteca da Escola, 15:15) - Sandra Ferreira.

Letras à solta – capítulos sobre a leitura, em diálogo com a escrita.



Palavra puxa palavra: palavras puxam frases. Frases soltam emoções. Só através da Arte é que o Ser Humano rompe com as limitações do mundo e exprime os seus estados de Alma: escrever é uma Arte, celebração da Vida. A Leitura é um caderno de Receitas do olhar que os sentidos aprisionam na escrita. Ler e escrever – caminhos que abrem mundos para lugares perfeitos.

Conheçam melhor a escritora Sandra Ferreira a partir da sua escrita nos seus blogues:

Papoila Sonhadora

Escrita de Sentidos

Paraíso com Sabor

Estão todos convidados a conversar com a nossa anfitriã.

2 comentários:

Papoila Sonhadora disse...

“Tenho de louvar e de agradecer cada instante do tempo.” Jorge Luís Borges
Estes instantes do tempo (acredito que o tempo é um conjunto de instantes, nada mais do que isso) que vivi e partilhei com a minha vida, na vida de cada participante, nesta iniciativa da Biblioteca, são instantes ternos e eternos.
Foi tempo de recordar Jorge Luís Borges (ler e sentir os poemas “ O Cúmplice” e “Os meus livros”), divagar acerca da leitura – não tanto como o desejado (culpo o tempo, nada mais) – partindo das definições dicionaristas procuramos desmembrar o acto de ler e a leitura. Constatamos os benefícios e as consequências da Leitura e concluímos que não lemos o necessário (certo é que nunca seremos capazes de o fazer porque a necessidade de ler tem quase uma função vital em nós, ou pelo menos deveria ter.
Divagamos acerca da palavra “cicuta” apresentada num dos versos de J.L. Borges e enriquecemos, deste modo, o nosso léxico e a nossa cultura a partir da simples leitura de um poema e da palavra “cicuta”. Ficamos a saber pormenores acerca do filósofo Sócrates (condenado a beber cicuta por manter amizade com Alcibíades e Critias, inimigos políticos do sistema Ateniense) e recordamos o mito de Sísifo que fazia o esforço de suportar um rochedo até ao sopé de uma montanha – o esforço que deveríamos ter para desenvolver o acto de ler, sendo que ler é uma Arte.
Procuramos a partir de um ou dois versos dos poemas de Jorge Luís Borges e de algumas imagens (a distribuição de uma imagem com o alfabeto, outra com uma janela, de seguida uma imagem de uma casa e, por final, a imagem de uma camisola) criar textos.
Fizemos uma leitura de imagens. Podemos ler imagens.
A Mariana com o seu lindo cachecol às bolinhas vermelhas leu o texto que o seu grupo elaborou (uma leitura de cariz psicológico acerca da casa que todos somos, os sentimentos que escondemos…) e começava assim o texto: “Cada pessoa é uma casa”.
A Ana com a ajuda do seu sorriso também leu o texto do seu grupo. Seguiram-se os textos do grupo do Diogo “um pouco mórbido” no dizer do mesmo; do grupo do Rui e a Mafalda, muito aos saltinhos, também construiu o seguinte poema:
O meu Ser
“Sou o poeta.” Jorge Luís Borges, in “A Cifra” – “O Cúmplice”
Janela: abertura desigual – amarela da Saudade.
Ninho é o nosso
de conforto: Amor – a nossa Casa.
Bela e quente
Tu és-me essencial,
a minha segunda pele: Vida.
Foi um prazer regressar a este espaço físico que guardo na memória e no coração com saudade de aqui voltar uma vez mais.

VIVA A LEITURA! VIVA A ESCRITA!

Um abraço aos agentes do ensino. Mudem o mundo e revolucionem as letras!
Com Carinho,
Sandra Maria Ferreira

Papoila Sonhadora disse...

P.S. CURIOSIDADES:

Cervantes lia os pedaços de papel rasgados que encontrava na rua!

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Jorge Luís Borges – leitor ávido de Enciclopédias!

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Sócrates que não acreditava no poder da Escrita foi imortalizado nos livros!


Provérbio:
“Diz-me o que lês, dir-te-ei quem és.”