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sábado, 21 de março de 2015

sexta-feira, 20 de março de 2015

A melhor forma de celebrar a poesia é ouvir poesia

A melhor forma de celebrar o Dia Mundial da Poesia (21 de março):

Perfil - trabalho desenvolvido pela Oficina de Leituras encenadas em novembro de 2013



Poemas Lidos - trabalho desenvolvido pela Oficina de Leituras Encenadas em março de 2013

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Um Poema por Semana - Prisioneira

Prisioneira…

Apenas vislumbro quadrados
E torna-se difícil suportar
Pedro Miranda
Os risos das crianças
Que me fazem mais chorar.

Pássaros cantam livres
De ramo em ramo sempre a cantar
Apenas eu estou presa
Oh! Quem me dera voar!

Só queria ser feliz
Encontrar a liberdade
Com ela me embriagar
Gritar de felicidade!

Deixa-me sofrimento
Peço-te, deixa-me em paz,
Quero ser de novo eu
Mostrar que sou capaz.

Quero abraçar uma árvore
Quero colher uma flor
Quero reencontrar-me
Seja a que preço for.


Sara Filipa Matos Dias

1.º Prémio – Ensino Básico Concurso Literário ESPBS 2011

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Um Poema por Semana - Gestos

Gestos

Musicalidade que se constrói
Pedro Miranda
Em cada gesto teatral,
Por cada passo dado,
Em cada história contada.

Ritmo que transparece
Em movimentos ensaiados,
Por corpos fundidos
Sem matéria trocada.

O que saiu já não volta,
Só interessa o que se cria
Porque o construído já não alimenta,
Não abastece a criação.

Apenas o instante assegura
A alma, a vida, a existência,
O sentido da alegria,
A necessidade do perdão.

Porque uma lágrima
Só o coração toca
Quando escorre,
Já nada é
Quando cai no chão.

Porque a liberdade só é sentida,
Não depois da partida,
Mas no momento de largar a mão.

2.ª Menção Honrosa – E. Secundário Concurso Literário ESPBS 2010

Bárbara Daniela Pereira Carneiro

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Um Poema por Semana - A Rua dos Estudantes

A Rua dos Estudantes
Pedro Miranda

Esta é a rua onde passam
Aqueles que crescem e os que ajudam a crescer,
Os que correm e os que correm por correr.

Esta é a rua que todos vão visitar
E pouco nela há para contemplar,
Uma rua sem alegria nem cor
E todos sorriem neste corredor

Aqui alguns se dão a conhecer,
Outros no seu canto permanecem.
Esta é a rua do sonho e do querer
E de momentos que nunca se esquecem.

A rua que atravessa gerações,
De pai para fi lho, até ao bisneto!
A ala onde todos têm lugar,
Isso é certo.

A rua que não tem nome agora,
Nem o quis ter antes.
Esta é a Rua dos Estudantes.

1.ª Menção Honrosa – E. Secundário Concurso Literário ESPBS 2010
João Luís Oliveira Rafael

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Um Poema por Semana . O Lamento da lucidez

Pedro Miranda
O lamento da lucidez

Vejo uma multidão guardada por caçadores
Cheiro por esse bosque suores de horrores
No rosto dos veados vivem segredos
Mas com a minha alma selada
Não reconheço os meus medos

Serei eu o seu Senhor amado?
Poderei eu com tal fardo?
As criaturas me fazem Rei
Mas sobre o meu desejo
Eu futilmente já não sei

Dizem que terei o que anseio
Contam que ultrapassam o que receio
Porque estou eu em dilema?
Eu já não serei um homem
E estas palavras já não são um poema

Agora nesta madrugada impotente
Assombrada pelo sol nascente
De sangue se fizeram os traços
A esperança morre no meu peito
E um anjo nos meus braços.

Carlos Alberto Pereira Monteiro

3.º Prémio – Ens. Secundário Concurso Literário ESPBS 2010

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Um Poema por Semana - Vizinhos Desconhecidos



Pedro Miranda

Vizinhos desconhecidos

Vizinhos da mesma rua,
Parentes do mesmo nome.
Não conseguem viver juntos,
Nem um sem o outro.

Moram na verdadeira ignorância
De saber que se completam.
Insistem em existir por detrás das sombras,
Mesmo sabendo que se amam.

Cada um deles reside dentro de nós,
Um no coração, outro na memória,
Um adormecido, outro à espera.

Aparecem inesperadamente,
Mudando tudo,
Colorindo a nossa visão…
E desfalecendo os nossos pensamentos.

Um a seguir ao outro, 
Matando quem se atravessar no caminho.
Acordam-nos e mostram-nos como amar,
Torturando-nos e matando as nossas esperanças.

Estes vizinhos odeiam-se,
Completam-se, amam-se…
Têm nomes distintos:
Amor e Ódio…

Amigos, que nos ensinam a viver!

Ana Fernandes Carvalho
2.º Prémio – Ens. Secundário Concurso Literário ESPBS 2010

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Um Poema por Semana - Quatro Estações

Quatro Estações
Pedro Miranda

A vida é um poema de quatro estações
Que se levanta com o primeiro sol.
E, numa manhã de fumo branco
Vislumbra-se o farto espírito pelo farol.

Esta Senhora de momentâneas folhas perenes.
Tanto é bela e feia, sem nunca deixar o banal
Cobre-se, sumptuosamente, de flores, e cresce.
Enriquece o tronco, a seiva, a cor, e amadurece.

Eis então, que o gélido fi m é o começo!
A continuação de um ciclo interminável
Que existe só para quem lá está. Terminada
Em matéria orgânica decomposta. Estagnada…

1.º Prémio – Ensino Secundário Concurso Literário ESPBS 2010

Marta Catarina Oliveira Carvalho

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Um Poema por Semana - Ambiente


Ambiente…

Ai este mundo em meu redor!
Pedro Miranda
Como é vasta a sua destruição…
Em breve silenciar-se-ão os pássaros
Deixarão de cantar as águas cristalinas
Dos regatos e ribeiros e
O verde desaparecerá na voragem
Da ganância humana.
A vida selvagem será uma miragem
Os rios serão esgotos imundos e
A palidez da seca cobrirá cruelmente
Todo este vasto e belo planeta!
A angústia domina-me e
Desespero na minha sofrida impotência
De pouco ou nada poder fazer.
Que o meu grito de alma ecoe
Na alma dos destruidores
E se faça luz na sua mórbida insensibilidade.
Será que posso sonhar?

Inês Isabel Oliveira Pereira

3º Prémio – Ensino Básico, Concurso Literário ESPBS 2010

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Um Poema por Semana - Ódio

Ódio

Há quem não sinta e quem não ame,
Há quem odeie e inveje o outro,
Quem a maldade sugou por completo
A magia de saber viver,
A doçura de partilhar o bom,
Há quem espalhe o mal,
Há quem faça do mal uma forma de viver,
Uma razão para prejudicar, matar…
O mal não tem fim nem princípio,
Tem etapas que surgem e vão,
Voltam e fazem o mesmo de sempre,
Num ciclo vicioso sem vitória,
Sem glória ou possível perdão,
O mal é tudo menos algo natural.

Francisca Manuela Marques Oliveira

2.º Prémio – Ensino Básico Concurso Literário ESPBS 2010

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Um Poema por Semana - Mãe

Mãe

A dor é infinita…
Tal como as noites de Inverno!
Pedro Miranda
Sinto a alma dorida e devorada
Pelo monstro infame do sofrimento.
O mundo onde tudo era perfeito
Onde o sorriso e a alegria eram um lema
De repente… tornou-se um espaço vazio,
Uma paisagem descolorida e escura.
Lágrimas escaldam-me o rosto
Quando, teimosas, nele se passeiam e deslizam.
Mas de que vale?! Impossível tornar o tempo
Impossível tornar a ser igual.
O sorriso evadiu-se, a alegria desapareceu
A dor é profunda e avassaladora.
Porém, o tempo não parou…
Voltou a Primavera, os pássaros,
As fl ores, os sons e os cheiros.
A natureza cobriu-se novamente de cor
Mas… falta algo, falta o principal

Sofia Mesquita Vidal

1.º Prémio – Ensino Básico Concurso Literário ESPBS 2010

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Um Poema por Semana - Escuridão

Escuridão

Vejo um simples vazio
Em frente dos meus olhos,
Pedro Miranda
Procuro ajuda
Mas não encontro ninguém.

O rasto dos meus passos
Obriga-me a parar.
E percebo, enfim,
Que não conheço aquele lugar.

Sinto-me sozinha,
Encosto-me a um canto.

A escuridão cala a minha voz.

Encontro a solidão,
Aninhada à minha beira.
Estava assustada,
Não sabia o que fazer.

O medo aparece, E canta comigo
A canção do desespero.

Mas,
A escuridão cala a minha voz.

Vejo uma luz ao longe,
Cheiro o mar e sinto o sol.
Alguém me tirou
Daquele buraco.

Gostava de lhe agradecer,
Mas desapareceu
No mais profundo olhar
Do meu coração.

Estou livre!

Aurora Fernandes Carvalho

3.º Prémio – Ensino Secundário Concurso Literário ESPBS 2009

terça-feira, 25 de março de 2014

Versos de Mel & Fel dão mote para o Dia Internacional da Poesia

O Dia Mundial da Poesia, 21 de março, foi vivido, pelos alunos do décimo segundo ano  da Escola Secundária Padre Benjamim Salgado, de uma forma diferente, pois tiveram o privilégio de celebrar este dia com muita poesia, muita música e muita emoção.
Reunidos no anfiteatro da escola ouviram: música, cantada pelo líder da banda pop rock portuguesa Jarojupe, Jaime Parente; poesia declamada pela poetisa Maria Mamede, por alunos e professores, tendo por base o livro de poesia “Versos de Mel & Fel”; o editor de Seda Publicações, Srº Jorge, fez uma resenha histórica da Poesia.
Jaime Parente cantou alguns temas conhecidos da plateia e alguns poemas presentes no livro, que deu o mote a este encontro de celebração da Poesia.
A poetisa Maria Mamede, publicou um livro de contos e vários de Poesia e faz parte de várias Antologias Poéticas, declamou de forma sentida e com mestria alguns poemas de “Versos de  Mel & Fel”.
O editor de Seda Publicações procurou mostrar a origem da palavra Poesia, a relação entre a poesia e a música. Fez uma resenha histórica da Poesia e enalteceu as qualidades do poeta António Carlos Santos, quer como empresário, quer como poeta. quer, ainda, como dinamizador de tertúlias poéticas mensais, na cidade de Viana do Castelo, onde reside.
Catorze alunos e uma professora aceitaram o desafio de ler um poema do livro “Versos de Mel & Fel” e receberam em troca um livro de poesia oferecido pelo editor de Seda Publicações. Declamaram os poemas de forma exemplar e mostraram-se adeptos deste género literário.
António Carlos Santos falou do seu percurso poético, do seu livro “Versos de Mel & Fel” e da sua próxima publicação “Da Geometria do Amor”, a publicar muito em breve.
O livro “Versos de Mel & Fel” procura transmitir o difícil equilíbrio entre as coisas simples e complexas da vida humana, os segredos da metafísica das coisas, que estão para além do cientificamente correto. O poeta volta-se para o submundo dos sonhos, das quimeras, dos mitos, das emoções e dos afetos.
Esta foi a fórmula encontrada pela biblioteca escolar A Casa de Camilo de celebrar o Dia Mundial da Poesia, pois a melhor forma de o fazer é conviver com poetas, poemas, livros, músicos, alunos, professores
A professora Manuela Silva preparou uma surpresa para o nosso convidado, uma pequena lembrança pintada por si mesma, e foi com entusiasmo que o poeta viu o seu esforço compensado.
Resta-nos agradecer a todos aqueles que viveram este momento, o preparam e o facilitaram. 

sexta-feira, 21 de março de 2014

Poesia na Sala de Professores

A Oficina de Leituras Encenadas (núcleo ESPBS) apresentou uma performance poética na sala dos professores para comemorar o Dia Mundial da Poesia. Foram ditos textos de Fernando Pessoa/Álvaro de Campos, Sophia de Mello Breyner Andresen, Eugénio de Andrade e Manuel António Pina. A atividade, coordenada pela professora Helena Guimarães, contou, como é habitual, com o apoio da Biblioteca Escolar A Casa de Camilo e o Curso Profissional de Multimédia. Ficou lançado o desafio: “Abram todas as portas” e deixem a poesia entrar no vosso dia a dia.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Dia Mundial da Poesia - O Poeta visita a escola

SIBILANTE

Vem pintar liberdade
nos campos cor de aveia
e no estio do poema

Vem esculpir felicidade
num jardim de flores silvestres,
ou num campo de açucenas

Vem fazer nascer fraternidade
em fontes luminosas e cristalinas
com abraços de odor e alfazema.

Vem escrever urbanidade
e navegar tolerância
num mundo de contracenas

Vem
dar um grito sibilante.

António Carlos Santos, Versos de Mel & Fel

Nota: O poeta Carlos Santos visita a nossa escola para espalhar a sua poesia.

Um Poema por Semana - O Mar


O mar
O sopro da vida atingiu-me,
e libertou meu olhar.
Comecei amando,
e nunca mais parando,
de contemplar
a diversidade do mundo,
desde o meu lugar.
Voando a borboleta após
conquistar as asas da liberdade
demandei a vida e o mar
pleno de oportunidades
de mostrar e almejar
a maior felicidade
de ter e ser
contigo, ó mar!

Renasci.
Reencarnei.
Renovei.
E voltei a ousar,
Criar sempre novamente,
E nunca deixar que o mar
Revolto, turbulento, audaz,
Ousasse ser capaz
De retornar
E vencer, ainda que de forma fugaz.
Também este renascer
De um ser
Que partido
Porque ido
Voltou  a tentar
Almejar, sonhar e conquistar
Partir e cruzar-te novamente,
Ó mar!

Navegar-te.
Percorrer-te.
Demandar-te.
Rumar-te.
Sonho de realidade
Ou realidade sonhada,
Concretizada no desejo,
Acalentada no ensejo,
Que o pulsar da vida,
Ritmado e ousado,
Na vida compartida
Assumiu e guardou,
No lugar mais precioso
Que algum dia tocou.

O teu coração!


Pedro Miranda

domingo, 16 de março de 2014

Dia Mundial da Poesia com António Carlos Santos



António Carlos Santos nasceu em Angola em 1964, tento vindo para Viana do Castelo em 1974. Frequentou a Escola de Santa Maria Maior (antigo Liceu ) onde teve uma participação ativa na Associação de Estudantes e em diversos eventos escolares. Realizou programas radiofónicos em várias rádios locais.

Frequentou o curso de História /Ciências Socias na Universidade do Minho, onde fez parte da Associação Académica. Nesta altura colaborou na fundação do grupo de Teatro Universitário. Profissionalmente, está ligado ao ramo da distribuição alimentar, assumindo a Direcção Comercial de uma cadeia de Supermercados, e colabora com estruturas de organização e defesa do comércio independente. Escreve poesia desde o Liceu e recentemente publicou poemas na Antologia daModerna Poética Portuguesa, Seda Publicações.

terça-feira, 4 de março de 2014

Um Poema por Semana - O Meu Fim


Pedro Miranda
O Meu Fim

Ó morte que vens e me persegues.
Sois vós que me prendeis ao sangue
e a uma alma sem vida já podre.
Não me roubeis
O que já não tenho
e aquilo que já não busco.
Levai de vez Corpo morto
mas deixai memória.
Sirvo e serei leal à sua magnitude,
apenas para ser mortal
e sentir vida e medo de vós.
Peço que me negues a vida terrena
ou que me ofereças a felicidade na partida.


2.º Prémio – Ensino Secundário Concurso Literário ESPBS 2009

Vera Catarina Barroso de Lima

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Um Poema por Semana

Esquecimento! 

Na encruzilhada da vida
Por vezes, a verdade necessária
não é aquela que nos agrada...
Por vezes, o inesperado acontece...
Não damos conta que vivemos à pressa
Que o mundo nunca pára de girar
E de nos confrontar com becos sem saída
Donde, desesperadamente, procuramos sair...
E é aí que a reflexão acontece
E se apodera repentinamente do ser...
Tornando-o desanimado, dolente,
Triste, descontente,
À deriva dentro de si.
Encontramos um ser
Que já não conhecemos
Um ser já envelhecido
Um ser desesperado
Um ser desencontrado
Pois a sua era...
Passado, presente, futuro!
Caiu no esquecimento!

Marta Denise Vieira Silva
3.º Prémio – Ensino Básico Concurso Literário ESPBS 2009

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Um Poema por Semana - O rio


O rio

Pedro Miranda
Rio da minha aldeia,
de onde vens?
Para onde vais?
Em ti espelhas a glória,
do outrora já acabado.
Reflexo da grandiosidade
de um povo do passado,
águas que contigo levas
são fruto de amor chorado!
Olho para ti com nostalgia
do tempo em que alegre via
com peculiar deleito
o arco-íris sob o teu leito.
Rio da minha aldeia,
de onde vens?
Para onde vais?

Ana Isabel Correia de Oliveira Azevedo

1.º Prémio – Ensino Secundário Concurso Literário ESPBS 2009