Vila do Conde
Captada em 25 de outubro de 2010
Biblioteca Digital das Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas de Padre Benjamim Salgado: A Casa de Camilo (ESPBS); Bernardino Machado (EBBM); O Mundo da Imaginação (EB. Joane); O Mundo dos Sonhos (EB. Boca do Monte ); O Mundo dos Livros (EB. Agra Maior); Ponto de Biblioteca (EB. Pousada de Saramagos), Vila Nova de Famalicão.
Diz-se que alguém se tornou o "bode expiatório" quando lhe é atribuída uma culpa erradamente, pela urgência ou necessidade de encontrar um culpado. A expressão "bode expiatório" tem origem bíblica num ritual que é descrito no Antigo Testamento, no Livro do Levítico. Conforme a tradição hebraica, o bode expiatório (que ia expiar os pecados do povo hebraico) era um animal que era separado do rebanho e abandonado no deserto, depois de os sacerdotes o amaldiçoarem com todas as pragas das quais queriam salvar o povo. Este costume fazia parte dos rituais do Yom Kippur, o Dia da Expiação, entre os hebreus, o 10º dia do sétimo mês ( o mês de Tishrei, que no calendário gregoriano pode coincidir com setembro, outubro ou novembro).
Diz-se que um assunto é um "bicho de sete cabeças" quando se trata de um problema de envergadura para o qual não se vislumbra solução. A origem da expressão remonta à Grécia Antiga e à famosa hidra de Lerna, uma serpente mitológica que tinha sete cabeças e era supostamente invencível, pois de cada vez que se lhe cortava uma cabeça esta renascia. Esse foi o segundo dos célebres "doze trabalhos de Hércules", o herói do século II a.C. que conseguiu matar o monstro, lançando fogo sobre cada cabeça cortada. Existe ainda outra teoria para a origem da expressão, relacionando-a com a primeira de duas bestas do Apocalipse de S. João, que era descrita como um monstro de sete cabeças e dez cifres. Seja uma ou outra , a verdade é que "fazer um bicho de sete cabeças" tornou-se sinónimo de estar a complicar algo que não é assim tão complexo.
José Eduardo Agualusa nasceu na cidade do Huambo, em Angola, a 13 de dezembro de 1960. Estudou Agronomia e Silvicultura em Lisboa. É jornalista. Viveu em Lisboa, Luanda, Rio de Janeiro e Berlim. É autor dos livros A Conjura (romance, 1988), Prémio Revelação Sonangol, A Feira dos Assombrados (contos, 1992), Estação das Chuvas (romance, 1996), Nação Crioula (romance, 1998), Grande Prémio de Literatura RTP, Fronteiras Perdidas (contos, 1999), Grande Prémio de Conto da APE, A Substância do Amor e Outras Crónicas (crónica, 2000), Estranhões e Bizarrocos, com Henrique Cayatte, (infantil, 2000), Prémio Nacional de Ilustração e Grande Prémio de Literatura para Crianças da Fundação Calouste Gulbenkian, Um Estranho em Goa (romance, 2000), O Ano Que Zumbi Tomou o Rio (romance, 2002), O Homem Que Parecia Um Domingo (contos, 2002), Catálogo de Sombras (contos, 2003) e O Vendedor de Passados (romance, 2004), A Vida no Céu (romance, 2014). As suas obras estão traduzidas para diversas línguas europeias.
A frase "Eu sou um berlinense" foi pronunciada pelo presidente norte.americano John Fitzgerald Kennedy (JFK ) a 26 de junho de 1963. Em Berlim Ocidental , na altura em que a capital da Alemanha estava dividida pelo muro de Berlim. Tornou-se histórica porque simbolizou o apoio dos EUA à Alemanha Ocidental, 22 meses após o muro de Berlim ter sido erguido, no auge da Guerra Fria. Berlim estava ocupada pelas quatro potências aliadas da I Guerra Mundial, dividida entre as secções francesa, inglesa, americana (parte ocidental) e russa (Berlim Leste). JFK afirmou: "Há dois mil anos, não havia frase que se dissesse com mais orgulho do que "Civis Romanus Sum" ("Sou um cidadão romano"). Hoje, no mundo da liberdade, não há frase que se diga com mais orgulho do que "ich bin ein Berliner"... Todos os homens livres, onde quer que vivam, são cidadãos de Berlim(...)".